Escrita clínica sobre a maturidade
A passagem pelos quarenta anos convoca a mulher a rever construções antigas e papéis consolidados. O corpo muda seu ritmo, as demandas externas perdem o tom imperativo e o desejo passa a exigir um espaço de fala singular e sem concessões.
Fora dos manuais de comportamento e das promessas de adequação social, a escuta psicanalítica acolhe esse momento como uma travessia legítima, na qual cada mulher pode reapropriar-se de sua própria história e sustentar suas angústias sem pressa.


Luz natural indireta sobre tecido de linho e parede de gesso, criando sombras suaves no ambiente da clínica.
Eixos fundamentais da prática
A pesquisa contínua organiza-se em três campos de reflexão recorrentes no consultório.
O Corpo em Transformação
Reconfigurações Afetivas
O Tempo Próprio
A escuta das alterações corporais e do envelhecimento além do diagnóstico médico, acolhendo o sintoma como linguagem psíquica.
O exame dos laços conjugais, familiares e sociais quando os arranjos antigos já não respondem às inquietações do presente.
A desaceleração e a busca por um ritmo de vida que respeite a singularidade do sujeito e a elaboração do luto pelas escolhas passadas.
As reflexões publicadas antecedem e nutrem a escuta psicanalítica individual.